sábado, 12 de novembro de 2016

Final Português 6º ano


AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA – 6º ANO - Final


DEBUSSY

Para cá, para lá...

Para cá, para lá...

Um novelozinho de linha...

Para cá, para lá...

Para cá, para lá...

Oscila no ar pela mão de uma criança

( Vem e vai... )

Que delicadamente e quase a adormecer o balança

_ Psiu...

Para cá, para lá...

Para cá e...

O novelozinho caiu.



                                             Manuel Bandeira

Questão 1:

No poema acima, o que o autor quis mostrar com a repetição da expressão: “Para cá, para lá...”



( A ) Acompanhar o movimento do novelo e criar o ritmo do balanço.

( B ) Reproduzir exatamente os sons repetitivos do novelo.

( C ) Provocar a sensação de agitação da criança.

( D ) Sugerir que a rima é o único recurso utilizado na poesia.



O cão e seu reflexo






     Um cão estava se sentindo muito orgulhoso de si mesmo. Achara um enorme pedaço de carne e a levava na boca, pretendendo devorá-lo em paz em algum lugar. Ele chegou a um rio e começou a cruzar a estreita ponte que o levava para o outro lado. De repente, parou e olhou para baixo. Na superfície da água, viu seu próprio reflexo brilhando.

     O cão não se deu conta que estava olhando para si mesmo. Julgou estar vendo outro cão com um pedaço de carne na boca.

     Opa! Aquele pedaço de carne é maior que o meu, pensou ele. Vou pegá-lo e correr. Dito e feito. Largou seu pedaço de carne para pegar o que estava na boca do outro cão. Naturalmente, seu pedaço caiu na água e foi parar bem no fundo deixando-o sem nada.

    Moral: Quem tudo quer, tudo perde.

Questão 2:

 O texto acima é:



( A ) Propaganda   ( B ) Conto de fadas      ( C ) Fábula        ( D ) Lenda



                                 Querido diário






     Hoje é o meu aniversário. Estou muito feliz! Lembra do que eu havia pedido para o meu pai me dar de presente?

     Ganhei um computador! Todos os dias troco mensagens com as minhas amigas na internet e brinco com muitos joguinhos. Mas meus pais acham que eu estou passando muito tempo com esse novo amigo _ o computador _ e fico ouvindo o tempo todo: “ Você já está aí a tarde toda, chega de computador, vai brincar com outra coisa!

     Bom, agora tenho que fazer meu dever de casa. Amanhã, eu escrevo mais.



                                                                                                                                Júlia.

Questão 3:



 Na expressão “ Ganhei um computador “, no 2º parágrafo, o ponto de exclamação reforça:

( A ) A felicidade do pai 

 ( B ) A emoção das amigas 

( C ) A vibração dos pais

( D ) A alegria total da menina.



                                  A boa e a má notícia


O menino chega em casa e diz:

“ Pai, tenho ótima notícia para você!

O que é? _ pergunta o pai.

Você não me prometeu uma bicicleta se eu passasse de ano?

Sim, meu filho! _ disse o pai.

Então, se deu bem. Economizou um dinheirão.

                                                (www.mingaudigital.com.br Acesso: 20|07|2010)

Questão 4:



 Na frase “ O menino chega em casa e  diz “, a palavra sublinhada dá ideia de:



( A ) oposição   ( B ) conclusão   ( C ) adição   ( D ) comparação.

                                

                                Passo toda uma coleção quase de graça






       Quero vender minha coleção de selos antigos para quem possa continuar a colecionar.

       Foi herança do meu avô, mas eu não me interesso por isso. E também não quero deixá-la  estragar. Aceito oferta, independente do preço. O que quero é que alguém dê continuidade à coleção dele e aproveite bem mais do que eu esta herança. Informações, ligue 91208954.

Questão 5:



 O objetivo desse texto é:

( A ) Discutir o preço dos selos

 ( B ) Fazer um leilão de selos.      

  (C) Doar a coleção de selos.                                                   

  (D) Vender a coleção de selos.







Questão 6: “ O que quero é que alguém dê continuidade à coleção dele".

Dele se refere ao:



( A ) avô       ( B ) pai     ( C ) tio      ( D ) primo.



Narizinho




Numa casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se dona Benta. Quem passa pela estrada e a vê na varanda, de cestinha de costura ao colo e óculos na ponta do nariz, segue seu caminho pensando:

– Que tristeza viver assim tão sozinha neste deserto...

Mas engana-se. Dona Benta é a mais feliz das vovós, porque vive em companhia da mais encantadora das netas – Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou Narizinho como todos dizem. Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos.

Na casa ainda existem duas pessoas – Tia Nastácia, negra de estimação que carregou Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano desajeitada de corpo. Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela.

Além da boneca, o outro encanto da menina é o ribeirão que passa pelos fundos do pomar. [...]

Todas as tardes Lúcia toma a boneca e vai passear à beira d’água. [...] Nesse divertimento leva muitas horas, até que tia Nastácia apareça no portão e grite:

– Narizinho, vovó está chamando!...



(LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. 14. reimpr. São Paulo: Brasiliense, 2003. p. 7.)

 Questão 7:

 No fragmento “Apesar disso Narizinho gosta muito dela”, a palavra sublinhada se  refere a:

(A)  Dona Benta. (B) Emília. (C) Lúcia. (D) Tia Nastácia.

Questão 8:

  Para introduzir a fala da Tia Nastácia, o narrador utilizou



(A) ponto de exclamação. (B) travessão.  (C) reticências. (D) vírgula.



Questão 9:

 No trecho lido, o personagem que mereceu o maior destaque foi :



(A) Dona Benta. (B) Emília. (C) Narizinho. (D) Tia Nastácia.

 Questão 10:



 Ao ver Dona Benta, as pessoas que passam estão imaginando que a velhice é 



(A) felicidade e preocupação.

 (B) pobreza e fragilidade.

(C) solidão e abandono.

(D) participação e solidariedade.

Questão 11:

 Leia a frase: "– Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou Narizinho como todos dizem."  O emprego das duas vírgulas tem o objetivo de



(A) destacar uma informação importante.

 (B) finalizar a fala de um personagem.

 (C) separar elementos de uma enumeração.

  (D) iniciar a fala de um personagem.



 Questão 12:

 Lúcia é chamada de Narizinho porque



(A) é uma neta encantadora.

(B) gosta muito da sua boneca.

(C) tem apenas sete anos. 

(D) tem o nariz arrebitado.  



Transporte será gratuito




 Um acordo de patrocínio entre a Bienal e a companhia de seguros Aliança do Brasil, seguradora oficial do evento, oferece a partir de hoje transporte gratuito para os visitantes da 26a Bienal.

 O trajeto será de ida e volta, entre o Centro Cultural Banco do Brasil (r. Álvares Penteado, 112, Sé, tel.: 0/xx/11/3113 3651) e o prédio da Bienal, no Ibirapuera.

 De terça a domingo, a partir das 10h, e de hora em hora, até às 19h, um micro ônibus para 25 pessoas sai do CCBB rumo à Bienal. O trajeto inverso é feito das 11h às 20h, também com saídas a cada hora.

 Hoje, excepcionalmente, o serviço começa a partir das 15h.



(Folha de S. Paulo, E4, sábado, 2/10/2004.)







Questão 13

 De acordo com a notícia do jornal, o transporte gratuito do CCBB para a Bienal será de hora em hora,



(A) a partir das 11h.

 (B) a partir das 15h.

(C) das 10 às 19h.

(D) das 11 às 20h.



Questão 14



  No trecho “Um acordo de patrocínio entre a Bienal e a companhia de seguros Aliança do Brasil...”, a palavra destacada indica que a empresa de seguros vai



(A) criar o transporte para a Bienal.

(B) cobrar o transporte para a Bienal.

(C) apoiar o transporte para a Bienal.

 (D) vender o transporte para a Bienal.



Questão 15



  O texto “Transporte será gratuito” informa sobre



(A) a mudança de trajeto aos sábados.

(B)    a mudança do trajeto para a Bienal.

(C) o transporte gratuito na cidade de São Paulo.

 (D) o transporte gratuito para a 26a Bienal.

Questão 16

           O texto apresenta as informações na seguinte ordem:



(A) o acordo de patrocínio, o percurso, o horário usual, o horário excepcional.

 (B) o horário usual, o acordo de patrocínio, o horário excepcional, o percurso.

(C) o horário excepcional, o horário usual, o acordo de patrocínio, o percurso.

 (D) o percurso, o acordo de patrocínio, o horário excepcional, o horário usual.



Questão 17

  Da leitura do texto, pode-se entender que a companhia seguradora oferecerá transporte gratuito aos visitantes da Bienal para :



(A) facilitar o transporte em São Paulo.

 (B) incentivar a visita à Bienal.

 (C) possibilitar a chegada no horário.

(D) reduzir a distância  entre as exposições.



Questão 18

A Costureira das Fadas

(Fragmento)




          Depois do jantar, o príncipe levou Narizinho à casa da melhor costureira do reino. Era uma aranha de Paris, que sabia fazer vestidos lindos, lindos até não poder mais! Ela mesma tecia a fazenda, ela mesma inventava as modas.

          - Dona Aranha – disse o príncipe – quero que faça para esta ilustre dama o vestido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.

                             

Disse e retirou-se. Dona Aranha tomou da fita métrica e, ajudada por seis aranhinhas muito espertas, principiou a tomar as medidas. Depois teceu depressa, depressa, uma fazenda cor-de-rosa com estrelinhas dourada, a coisa mais linda que se possa imaginar. Teceu também peças de fita e peças de renda e de entremeio – até carretéis de linha de seda fabricou.

                                          MONTEIRO LOBATO, Jose Bento, Reinações de Narizinho, São Paulo: Brasiliense, 1973.



  - Dona Aranha – disse o príncipe – quero que faça para a ilustre dama o vestido mais bonito do mundo. Vou dar uma grande festa em sua honra e quero vê-la deslumbrar a corte.”



A expressão vê-la se refere à

(A) Fada.

(B) Cinderela.

(C) Dona Aranha.

(D) Narizinho.

Continho




          Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginado bobagem, quando passou um vigário a cavalo.

          -Você, ai, menino, para onde vai esta estrada?

          -Ela não vai não: nós é que vamos nela.

          -Engraçadinho duma figa! Como você se chama?

          -Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.

                                            MENDES CAMPOS, Paulo, Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática.1996.v.1p.76



Questão 19



Há traço de humor no trecho

(A) “Era uma vez um menino triste, magro”.

(B) “Ele estava sentado na poeira do caminho”.

(C) “Quando passou um vigário”.

(D) “Ela não vai não: nós é que vamos nela”.







O que disse o passarinho




          Um passarinho me contou que elefante brigou com a formiga só porque enquanto dançavam (segundo ele) ela pisou no pé dele!

          Um passarinho me contou que o jacaré se engasgou e teve de cuspi-lo inteirinho quando tentou engolir, imaginem só, um porco-espinho!

          Um passarinho me contou  que o namoro do tatu e a tartaruga de num casamento de fazer dó: cada qual ficou morando numa casa só.

          Um passarinho me contou que a ostra é muito fechada, que a cobra é muito enrolada que arara é uma cabeça oca, e que o leão-marinho e a foca...

          Xô xô, passarinho, chega de fofoca!

                     PAES, Jose Paulo. O que disse o passarinho. .In:__ Um passarinho me contou. São Paulo Ed. Ática, 1996.



Questão 20



A pontuação usada no final do verso “e que o leão-marinho e a foca...” sugere que  passarinho:

(A) Está cansado.

(B) Está confuso.

(C)Não tem mais fofocas para contar.
(D) Ainda tem fofocas para conta






Um comentário:

  1. Célia.. parabéns pela organização e conteúdo da avaliação. Você contemplou variedade de gêneros e diferentes habilidades.

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